postBodyClass = ''; 2006 ~ Resenhaem6.com.br - filmes, seriados, bebidas, comidas e tudo o que couber em 6 linhas

16 de nov. de 2006

Os Infiltrados (cinema)


Jack Nicholson de volta, e em grande estilo - faz um mafioso irlandês. Só isso já pagaria o filme, mas tem mais: Martin Sheen inspirado, Matt Damon surpreendente, e o veadinho DiCaprio, quem diria, rouba a cena. Roteiro foda, e incrivelmente bem dirigido - parece John Woo misturado com Coppola. Assustador, divertido, obrigatório. O melhor Scorsese em 20 anos. Simplesmente imperdível.

31 de out. de 2006

Troca de Família (TV)


Depois do excelente "Aprendiz", a Record tenta emplacar novo reality show. A idéia é boa - uma matrona paulista e uma surfista carioca trocam de casa -, mas o resultado não: como sabem que vão ficar apenas 1 semana com a nova "mãe", as famílias praticamente não brigam. Um tédio. Tinham que fazer o "troca de esposas" pornô - aí sim, os conflitos explodiriam. Reality show bacana, afinal, é treta.

30 de out. de 2006

Meu Nome É Vermelho (livro)


O gancho é o Nobel do turco Orhan Pamuk, mas o julgamento é antigo. Recomendo a leitura de Meu Nome É Vermelho, um livro brilhante, já editado aqui há uns dois anos. É a narrativa de um assassinato no século XVI que, embora linearmente, é contado a cada capítulo por um narrador diferente: um vem até aqui, o outro vai até ali etc. Obs., se não gostar de ler, esqueça, são mais de 500 págs.

29 de out. de 2006

Uma Verdade Inconveniente (filme)


Al Gore, ex-futuro-presidente-dos-EUA, larga a máscara de político e veste a de professor ecologicamente correto num filme-palestra sobre o aquecimento global. O cenário é o de caos total: num piscar de olhos iremos do aquecimento global para uma nova era glacial. Vale ver, exceto pelas (felizmente curtas) partes biográficas, mas duvido que você vá deixar o carro e passar a andar de bike.

PostSecret (livro)


"Confissões Extraordinárias de Vidas Ordinárias", entendendo-se aí "ordinárias" como "comuns" é o subtítulo do livro decorrente deste blog, que é um dos mais visitados na atualidade. A idéia é excelente: dar espaço para cartões postais anônimos com segredos e desabafos. Além de ser um livro muito bonito, pelas imagens, basta dar uma folheada para encontrar segredos de todos nós.

Skol Lemon (cerveja)


"Skol Lemon é a primeira iniciativa permanente na diversificação do segmento mainstream em décadas". Foi isso que os caras falaram. Na real, é uma breja INTOMÁVEL, mesmo se vc tiver desesperado por álcool. Taí o marketing da Skol Lemon: todo mundo tem que comprar uma lata, pra sentir esse horror inédito. Uma experiência de vida.

John Legend: "Once Again" (CD)


O cara chegou chegando, fez um primeiro disco incrível. Gostando ou não de R&B, baixe o CD e admita: bom pra cacete, memorável. Mas é difícil ir além da genialidade, e no segundo CD ele não conseguiu - no novo álbum, o viadinho andou pra trás. Tirando a excelente "Save Room", que abre o disco, tudo é frouxo e formulaico. Ainda acima da média, nota 6. Mas eu esperava mais. Porra, Legend!

2 de out. de 2006

Outkast - "Idlewild" (CD)

Dois prodígios da mixagem com tempo e dinheiro para fazer um disco de blues e jazz de raiz. O resultado: mais um disco nojento de RnB, que deve fazer certo sucesso. A mídia americana se derrete e compara Idlewild com discos do Prince. É adequado. Ambos são pretensiosos - e horríveis. Serão lembrados como fracassos.

28 de set. de 2006

Talladega Nights (filme)


Comédia besteirol que está para "Dias de Trovão" como "Top Gang" está para "Top Gun". Faz piada com o jeito Homer Simpson de ser dos americanos sem tentar ser politicamente correto. E vai além, zoa com europeus, viados e mulheres de pilotos (as marias-chuteira da Nascar). Excelente diversão para quem quer rir sem pensar.

10 de set. de 2006

Capote (DVD)

Prova máxima da conspiração homossexual que rege Hollywood. Não chega a ser um filme péssimo, mas é uma homenagem a um gay de péssimo caráter. Um protagonista centrado em si mesmo, um ator centrado em si mesmo, um roteiro centrado em uma pessoa, não em uma história. Poderia ser um monólogo, e ganhou Oscar.

Flores Partidas (DVD)

É preciso ter bastante boa vontade com Bill Murray para gostar deste longa. Quem aguentou o timing de “Encontros e Desencontros” vai curtir o mesmo tipo de humor sútil e minimalista. Quem não gostou vai achar o filme lento, chato e sem sentido. Os dois perfis de público pelo menos não poderão reclamar de uma coisa: o final não é previsível.

27 de ago. de 2006

Scoop (filme)


Woody Allen usou a fórmula cinematográfica de Renato 'Didi' Aragão: filme engraçadinho, roteiro previsível e uma atriz linda. Sorte do diretor/ator judeu ter escolhido e explorado a belíssima Scarlett Johansson, que salva o filme com cenas em trajes mínimos e uma atuação bem razoável. O fantasma-jornalista interpretado por Ian McShane também ajuda tornar Scoop suportável.

6 de ago. de 2006

Cama de Gato (DVD)


Três pivetes que gostam de beber e pegar mulher. A perversão vai avançando e, sem querer, acabam com 4 presuntos. Em se tratando de cinema nacional, parece uma receita para o desastre. Mas não é que o filme presta? Câmera digital, atuações naturais e excelentes (até o protagonista veadinho convence), e um final ótimo - que lembra o melhor filme nacional da história, depois digo qual é. Vale assistir.

4 de ago. de 2006

Superman - O Retorno (filme)

Christopher Reeve morreu, mas não importa: Superman continua chato. Primeiro, é excessivamente bonzinho. Segundo, o cara pode tudo, menos se impor para a Lois Lane, que é outra mala. Além do quê, se você fosse o Superman, não seria jornalista nem por hobby. O filme é muito longo (o que acontece com o cinema?) e, como toda CG, é cinza onde deve ser branco. Lex Luthor (Kevin Spacey) e sua turma são legais. De resto, ruim.

1 de ago. de 2006

Hoolingans (DVD)

Tinha tudo para ser o Trainspotting do futebol, mas o filme falha na direção burocrática de Lexi Alexander e na escolha de Elijah Wood, como protagonista. A história mostra o cotidiano de hooligans do time londrino West Ham, tem cenas de violência de sobra, boas piadas zuando americanos e Bovver (Leo Gregory), um torcedor psicopata que rouba a cena. Elijah quase estraga "Hooligans", mas o DVD vale ser alugado.

28 de jul. de 2006

Manual do Xavequeiro (livro)


Se você é inimigo do Jô Soares, é meu amigo. Foi o que aconteceu com os autores - foram na Globo, a bicha gorda surtou e foi obrigada a refazer a entrevista (confira). Comprei o livro mais por simpatia, mas não é que o "Manual" é bom? Várias historinhas pra puxar conversa com as minas - umas plausíveis, outras só engraçadas. Se vc, como eu e todo mundo, pega menos mulher do que gostaria, vale os R$ 23.

26 de jul. de 2006

A Viagem de Chihiro (DVD)


Preferindo outros gêneros à animação (sem paciência para os espanta tubarôes da vida...), esse filme japonês me espantou: fantástico. Obra-prima. O cara te leva a um mundo que -sem palavra melhor- chamo de 'surrealista'. Mais lisérgico que Alice in the Wonderland. Pra minha surpresa fiquei sabendo que ganhou o Oscar, que geralmente erra.

3 de mai. de 2006

Alfie (DVD)


Jude Law é um cafajeste inglês que dirige limousine e manda ver com as mulheres. Começa bem, edição e fotografia animais. Mas provavelmente foi exibido pruma platéia 'de teste', rotina em Hollywood, e foi mal avaliado. Aí tacaram um final grotesco - e, pior, de 40 minutos. Até a metade, é assistível. E Marisa Tomei, a boa mulher, dá um show à parte.

O Virgem de 40 Anos (DVD)


Com um título desses, é claro que o filme não teve público nos cinemas. Pena: o roteiro é ótimo, cheio de trechos politicamente incorretos, e o elenco detona - o protagonista, Steve Carrell, tem momentos de humor físico que lembram o Kramer, de "Seinfeld". O final tem umas partes meio piegas, 'moralizantes', mas não chega a estragar o filme. Se você tem vergonha de pedir na sua locadora, já pode baixar na internet.

23 de abr. de 2006

Instinto Selvagem 2 (filme)


Em vez de assumir seus 48 anos, Sharon Stone levou uma overdose de Botox. Tá com o rosto praticamente paralisado, é assustador (parece a Danuza Leão). O diretor do filme sabe disso, e evita dar closes na protagonista. Mas aí não sobra nada: filme idiota, com roteiro boçal - na primeira cena, ela capota o carro porque está se masturbando - e atores ingleses da pior categoria. Se você gosta da Sharon, não veja este filme.

19 de abr. de 2006

Sobre falar merda (livro)


Algumas observações perspicazes, alguns trechos filosóficos, algumas lucubrações desnecessárias. Harry G. Frankfurt escreve Sobre falar merda, sem falar muita: o livro é curtíssimo, para ler em uma sentada, sem trocadilho. Trecho: "Um dos traços mais notáveis de nossa cultura é que se fale tanta merda. Todos sabem disso. Cada um de nós contribui com sua parte." Intrínseca, 72 págs., R$ 20.

16 de abr. de 2006

A Era do Gelo 2



Só as aparições do esquilo em procura da noz podem ser consideradas um pouco divertidas. Todo o resto de "A Era do Gelo 2", de 91 minutos, é tão engraçado quanto olhar para um microondas desligado. O roteiro é previsível, os avanços gráficos são mínimos e sobram personagens fracos. Um filme, que deveria ser um curta.

15 de abr. de 2006

Built to Spill - You in Reverse (CD)


Banda desconhecida, com nome e caras estranhos, levou 3,5 estrelas da Rolling Stone. É um típico 'modern rock', pouco original e de influências confusas - nas músicas legais, eles parecem Strokes misturado com Cream. Nas médias, Cardigans com Starsailor. Nas ruins, Oasis com Coldplay. Não entendeu nada? O CD é bom, muito bem tocado, e com momentos de brilho (depois vc deleta as músicas ruins). Vale o download.

8 de abr. de 2006

Aeon Flux (filme)


Ficção científica baseada num desenho animado cult da MTV americana. É uma bobagem - a rebelde e sensual Aeon enfrenta um governo totalitário, etc -, e a edição não tem pé nem cabeça. Mas a fotografia e Charlize Theron, morena, são irresistíveis. Aeon Flux é um clipe de 80 minutos, mas que clipe (algumas cenas lembram Stanley Kubrick). Imperdível - enquanto não chega ao DVD, você pode baixar aqui.

6 de abr. de 2006

I'm Not Dead (CD)


Uma cantora bonita, um visual meio revoltado. Não se engane, que em I'm Not Dead, de Pink, você não encontrará músicas ou letras inteligentes, como as da brilhante Fiona Apple. Trata-se, apenas, de puro fast food musical. À possível mas contestável exceção de Cuz I Can, cuja batida lembra vagamente Rock and Roll part 2, de Gary Glitter, todas as 16 (!) canções poderiam ser trilha de qualquer teen movie imbecil. Lixo total.

"Schmack!" - Steriogram (CD)

Steriogram poderia ser o novo The Hives. A música de trabalho, Walkie Talkie Man, dá essa impressão. Ela tem um clipe matador, um refrão grudento e mostra todo a falta de compromisso de uma banda que toca rápido e fala besteira. O potencial do grupo, porém, acaba por aí. O disco de estréia deles, parece que foi gravado por várias bandas. Todas elas ruins. A banda aposta em vários estilos e erra em todos.

O Terminal (TV Paga)

FORREST GUMP NO AEROPORTO. Poderia ser o nome do filme. Tom Hanks está mais gordo e com o mesmo jeito de retardado mas não conta nenhuma estória --o que complica.
Enredo interessante mas para por aí. O importante é: Tom Hanks-Forrest Gump é simpático, todos sabemos... Mas Catherine Zeta-Jones sendo a aeromoça carente que dá bola pro imigrante já é demais.

2 de abr. de 2006

Black.White (série de TV)


Imagine um reality show em que duas famílias, uma branca e a outra negra, trocam de raça. O explosivo Black.White faz isso mesmo. A família negra é de classe média, inteligente mas ressentida - sobretudo o homem, que se considera duplamente discriminado (ele é pardo). Entre os brancos, destaque para a mulher, incrivelmente arrogante. Ainda não estreou no Brasil, mas você pode fazer o download aqui.

31 de mar. de 2006

Filhos do Carnaval (série de TV)


Aplausos para Filhos do Carnaval. É a história de um bicheiro (Jece Valadão), cujo filho querido morre. Os três restantes, dois bastardos, disputam a preferência dele, que não dá a mínima para ninguém. Tem palavrão, chifre, mulher neurótica, suicídio, puta, droga, favela e carnaval. Uma verdadeira minissérie brasileira. Horário: domingo, 22h, na HBO.
PS: ainda assim, a primeira série latina do canal, Epitáfios, é melhor.

29 de mar. de 2006

Crash (filme)















Entende-se por que os produtores não acreditavam que Crash levaria o Oscar de melhor filme. Não por causa de Brokeback, mas porque o filme é medíocre. Vai bem até certo ponto, entrelaçando histórias de personagens distintos. Mas desanda quando tenta provar que ninguém é 100% bom ou 100% mau, em situações de teste para os bons e de redenção para os maus. Quero gostar de personagem pela personalidade, não por dó.

Go with the Flow (clipe)


A melhor banda da década, Queens of the Stone Age, em seu melhor clipe. Repare nas cores, nos efeitos especiais, nos símbolos. E a música também é boa. Clique aí em cima pra conferir.

21 de mar. de 2006

Boa noite, boa sorte (filme)


O filme é didático: mostra que os americanos são extermistas e paranóicos há muito tempo e em vários assuntos. A estória mostra um confronto entre o jornalismo engajado e o comercial. George Clooney, diretor e coadjuvante, acertou a mão em fazer um filme curto. Se tivesse mais 5 minutos, Boa noite e Boa Sorte seria chato. Então veja no cinema, na TV vai dar sono. Se estiver tentando parar de fumar, não assista.

19 de mar. de 2006

At Folsom Prison (CD)













Pode reparar. Megashows de bandas ultrafamosas fatalmente rendem CDs (hoje em dia, também DVDs). E como são chatos. Não é o caso de At Folsom Prison (1968). Sem ser a Rita Cadillac, Johnny Cash faz 2.000 presos delirarem com seu setlist criminal. Energético, bem-humorado, tenso ou até religioso, ele te leva para dentro da penitenciária. Usando o mesmo termo da reconstituição do show em Johnny & June, é de arrepiar.

13 de mar. de 2006

Um sábado no paraíso do Swing (livro)


São 40 reportagens sobre sexo, e só tem fera: Fernando Sabino, Juca Kfouri, Marcos Rey, Jotabê Medeiros... de Sérgio Cabral a Sérgio Dávila, tem muitos nomes de responsa - e até uma pontinha, participação especial, do Paulo Francis. Pontos altos: os capítulos "Por que virei prostituta", e "O Sexo pago está de volta" - sobre o Café Photo. Bom livro, vale os 36 reais.

7 de mar. de 2006

Jenny Lewis With The Watson Twins: "Rabbit Fur Coat" (CD)


Já na primeira música, o assustador gospel "Run Devil Run", você percebe que o disco é especial. Aí emendam com um country irônico, arrebatador, depois uma musiquinha pop demais ("Rise up with fists!"). Você pensa que vai desandar. Mas aí vêm as excelentes "Happy", "The Charging Sky" e "Rabbit Fur Coat" -essa, nível Bob Dylan. Você gosta de música, e gosta de ouvir mulher cantando? Pode baixar que é bom.

3 de mar. de 2006

Brokeback Mountain (2)

O diretor acertou ao escolher dois atores heterossexuais para fazerem os caubóis: assim a tensão é evidente. Heath Ledger, quase sem falar, passa a angústia da solidão irremediável, intransponível. Mas, mais do que sobre amor impossível -como dissera abaixo-, o filme é sobre (pre)conceitos arraigados que moldam seu destino, tolhendo suas escolhas -a ponto de arruinar vidas.

23 de fev. de 2006

Brokeback Mountain

Vindo de dois acertos, Ang Lee deixou de lado a coreografia de 'Tigre e Dragão' e a edição de 'Hulk' pra fazer um faroeste gay. Filmado em estilo convencional, camera fixa etc, consegue ultrapassar a barreira dos gêneros -nem GLS, nem Western-, como a maioria dos grandes filmes, e se tornar algo maior: uma estória de amor irresolvido. Antes, tinha preconceito; depois, achei um dos melhores filmes de 2005.

17 de fev. de 2006

Ponto Final (Match Point)


Esqueça o Woody Allen pentelho e indulgente, que enchia o saco com divagações: Match Point arrebenta. 'Veja' proclama, certa, "o melhor Allen em 20 anos". Tenista frustrado entra na high society, papa a mulher do amigo, a coisa vai e tudo, muito, acontece. Atuações memoráveis -Scarlett Johansson como você nunca viu-, fotografia excelente, ótima edição, roteiro foda (quase um Allen-Tarantino). Um filme incrível.

16 de fev. de 2006

Walk The Line

Apesar de terem aliviado, no roteiro, a adicção de Johnny Cash, Joaquin Phoenix faz o que pode pra demonstrar os tormentos do sujeito. Mas o que parece é que eles queriam priorizar a música. Se o Phoenix fez todos os vocais então um oscar é pouco mas oscar é prêmio e prêmio é política; política da indústria ('academia'), no caso.

13 de fev. de 2006

Os bastidores da Opus Dei (livro)


Essa tá pegando fogo: sabe a Opus Dei, aquela seita misteriosa da Igreja Católica? Então: o Observatório do Dines fez uma pesquisa sobre a Opus Dei na imprensa. Estado e Abril tão empatados, com 9 editores que fizeram um 'master em jornalismo' ligado à entidade. Não sou a favor nem contra a Opus. Mas tô lendo o eletrizante "Opus Dei: Bastidores", escrito por uns caras que saíram da organização. Vale os 30 paus.

12 de fev. de 2006

As aventuras de Dick & Jane


Jim Carrey e a MILF Tea Leoni fazem um casal de executivos que perde tudo, cai na merda, e começa a roubar. Carrey muito bem, engraçado e faz esquecer babaquices 'sérias' como "Majestic" e "Brilho Eterno..." (argh). O roteiro flui bem, filme legal - tanto pra ver sozinho como pra levar a cona - não é um chick flick, mas funciona. Destaque: nos créditos, um "agradecimento" ao megapicareta Ken Lay, presidente da Enron.

Hotel Ruanda

Os personagens de Don Cheadle sempre se ferram. Foi assim em Boogie Nights, 11 Homens e um segredo, Traffic e vários outros. Em "Hotel Rwanda", ele se ferra de novo. Mas com muito estilo e didatismo. Estilo pela atuação excelente de Cheadle e didatismo pela explicação de como as guerras civis africanas são estúpidas e sangrentas.

Syriana



Thriller político, sobre a indústria do petróleo. Direção de Stephen Gagan, que escreveu o ótimo "Traffic", e a atuação de George Clooney como um espião decadente. Filmaço, certo? Errado: roteiro confuso, atuações fracas - até a cena de tortura, a melhor do filme, fica devendo. E "Syriana", pior, mostra os terroristas árabes como coitadinhos (vai se foder). Resumo da avaliação: assistível, mas certamente não vale os R$ 15 do ingresso.

Johnny & June (Walk the Line)


Realmente parece com "Ray", mas J. Phoenix e J. Cash são melhores do que Jamie Foxx e Ray Charles. O ícone country bebe mais que o ceguinho e tem companheiros como Elvis e Jerry Lee Lewis. Phoenix continua a trilhar o caminho para ser o novo Al Pacino. Além disso, a reconstituição do show em Folson Prison é de arrepiar. Quem conhece o Man in Black vai amar e quem não conhece vai ver um bom filme.

Estatuto do Resenha em 6

Toda resenha de filme, livro, álbum musical ou produto cultural publicada neste blog deverá ter no máximo seis linhas. NÃO é permitido estourar o limite de 6 linhas. Essa é a nossa garantia: em 6 linhas a verdade, toda a verdade, e nada mais que a verdade. Sem bullshit.