postBodyClass = ''; fevereiro 2006 ~ Resenhaem6.com.br - filmes, seriados, bebidas, comidas e tudo o que couber em 6 linhas

23 de fev. de 2006

Brokeback Mountain

Vindo de dois acertos, Ang Lee deixou de lado a coreografia de 'Tigre e Dragão' e a edição de 'Hulk' pra fazer um faroeste gay. Filmado em estilo convencional, camera fixa etc, consegue ultrapassar a barreira dos gêneros -nem GLS, nem Western-, como a maioria dos grandes filmes, e se tornar algo maior: uma estória de amor irresolvido. Antes, tinha preconceito; depois, achei um dos melhores filmes de 2005.

17 de fev. de 2006

Ponto Final (Match Point)


Esqueça o Woody Allen pentelho e indulgente, que enchia o saco com divagações: Match Point arrebenta. 'Veja' proclama, certa, "o melhor Allen em 20 anos". Tenista frustrado entra na high society, papa a mulher do amigo, a coisa vai e tudo, muito, acontece. Atuações memoráveis -Scarlett Johansson como você nunca viu-, fotografia excelente, ótima edição, roteiro foda (quase um Allen-Tarantino). Um filme incrível.

16 de fev. de 2006

Walk The Line

Apesar de terem aliviado, no roteiro, a adicção de Johnny Cash, Joaquin Phoenix faz o que pode pra demonstrar os tormentos do sujeito. Mas o que parece é que eles queriam priorizar a música. Se o Phoenix fez todos os vocais então um oscar é pouco mas oscar é prêmio e prêmio é política; política da indústria ('academia'), no caso.

13 de fev. de 2006

Os bastidores da Opus Dei (livro)


Essa tá pegando fogo: sabe a Opus Dei, aquela seita misteriosa da Igreja Católica? Então: o Observatório do Dines fez uma pesquisa sobre a Opus Dei na imprensa. Estado e Abril tão empatados, com 9 editores que fizeram um 'master em jornalismo' ligado à entidade. Não sou a favor nem contra a Opus. Mas tô lendo o eletrizante "Opus Dei: Bastidores", escrito por uns caras que saíram da organização. Vale os 30 paus.

12 de fev. de 2006

As aventuras de Dick & Jane


Jim Carrey e a MILF Tea Leoni fazem um casal de executivos que perde tudo, cai na merda, e começa a roubar. Carrey muito bem, engraçado e faz esquecer babaquices 'sérias' como "Majestic" e "Brilho Eterno..." (argh). O roteiro flui bem, filme legal - tanto pra ver sozinho como pra levar a cona - não é um chick flick, mas funciona. Destaque: nos créditos, um "agradecimento" ao megapicareta Ken Lay, presidente da Enron.

Hotel Ruanda

Os personagens de Don Cheadle sempre se ferram. Foi assim em Boogie Nights, 11 Homens e um segredo, Traffic e vários outros. Em "Hotel Rwanda", ele se ferra de novo. Mas com muito estilo e didatismo. Estilo pela atuação excelente de Cheadle e didatismo pela explicação de como as guerras civis africanas são estúpidas e sangrentas.

Syriana



Thriller político, sobre a indústria do petróleo. Direção de Stephen Gagan, que escreveu o ótimo "Traffic", e a atuação de George Clooney como um espião decadente. Filmaço, certo? Errado: roteiro confuso, atuações fracas - até a cena de tortura, a melhor do filme, fica devendo. E "Syriana", pior, mostra os terroristas árabes como coitadinhos (vai se foder). Resumo da avaliação: assistível, mas certamente não vale os R$ 15 do ingresso.

Johnny & June (Walk the Line)


Realmente parece com "Ray", mas J. Phoenix e J. Cash são melhores do que Jamie Foxx e Ray Charles. O ícone country bebe mais que o ceguinho e tem companheiros como Elvis e Jerry Lee Lewis. Phoenix continua a trilhar o caminho para ser o novo Al Pacino. Além disso, a reconstituição do show em Folson Prison é de arrepiar. Quem conhece o Man in Black vai amar e quem não conhece vai ver um bom filme.

Estatuto do Resenha em 6

Toda resenha de filme, livro, álbum musical ou produto cultural publicada neste blog deverá ter no máximo seis linhas. NÃO é permitido estourar o limite de 6 linhas. Essa é a nossa garantia: em 6 linhas a verdade, toda a verdade, e nada mais que a verdade. Sem bullshit.