13 de mar. de 2006

Um sábado no paraíso do Swing (livro)


São 40 reportagens sobre sexo, e só tem fera: Fernando Sabino, Juca Kfouri, Marcos Rey, Jotabê Medeiros... de Sérgio Cabral a Sérgio Dávila, tem muitos nomes de responsa - e até uma pontinha, participação especial, do Paulo Francis. Pontos altos: os capítulos "Por que virei prostituta", e "O Sexo pago está de volta" - sobre o Café Photo. Bom livro, vale os 36 reais.

7 de mar. de 2006

Jenny Lewis With The Watson Twins: "Rabbit Fur Coat" (CD)


Já na primeira música, o assustador gospel "Run Devil Run", você percebe que o disco é especial. Aí emendam com um country irônico, arrebatador, depois uma musiquinha pop demais ("Rise up with fists!"). Você pensa que vai desandar. Mas aí vêm as excelentes "Happy", "The Charging Sky" e "Rabbit Fur Coat" -essa, nível Bob Dylan. Você gosta de música, e gosta de ouvir mulher cantando? Pode baixar que é bom.

3 de mar. de 2006

Brokeback Mountain (2)

O diretor acertou ao escolher dois atores heterossexuais para fazerem os caubóis: assim a tensão é evidente. Heath Ledger, quase sem falar, passa a angústia da solidão irremediável, intransponível. Mas, mais do que sobre amor impossível -como dissera abaixo-, o filme é sobre (pre)conceitos arraigados que moldam seu destino, tolhendo suas escolhas -a ponto de arruinar vidas.

23 de fev. de 2006

Brokeback Mountain

Vindo de dois acertos, Ang Lee deixou de lado a coreografia de 'Tigre e Dragão' e a edição de 'Hulk' pra fazer um faroeste gay. Filmado em estilo convencional, camera fixa etc, consegue ultrapassar a barreira dos gêneros -nem GLS, nem Western-, como a maioria dos grandes filmes, e se tornar algo maior: uma estória de amor irresolvido. Antes, tinha preconceito; depois, achei um dos melhores filmes de 2005.

17 de fev. de 2006

Ponto Final (Match Point)


Esqueça o Woody Allen pentelho e indulgente, que enchia o saco com divagações: Match Point arrebenta. 'Veja' proclama, certa, "o melhor Allen em 20 anos". Tenista frustrado entra na high society, papa a mulher do amigo, a coisa vai e tudo, muito, acontece. Atuações memoráveis -Scarlett Johansson como você nunca viu-, fotografia excelente, ótima edição, roteiro foda (quase um Allen-Tarantino). Um filme incrível.

16 de fev. de 2006

Walk The Line

Apesar de terem aliviado, no roteiro, a adicção de Johnny Cash, Joaquin Phoenix faz o que pode pra demonstrar os tormentos do sujeito. Mas o que parece é que eles queriam priorizar a música. Se o Phoenix fez todos os vocais então um oscar é pouco mas oscar é prêmio e prêmio é política; política da indústria ('academia'), no caso.