29 de out. de 2006

John Legend: "Once Again" (CD)


O cara chegou chegando, fez um primeiro disco incrível. Gostando ou não de R&B, baixe o CD e admita: bom pra cacete, memorável. Mas é difícil ir além da genialidade, e no segundo CD ele não conseguiu - no novo álbum, o viadinho andou pra trás. Tirando a excelente "Save Room", que abre o disco, tudo é frouxo e formulaico. Ainda acima da média, nota 6. Mas eu esperava mais. Porra, Legend!

2 de out. de 2006

Outkast - "Idlewild" (CD)

Dois prodígios da mixagem com tempo e dinheiro para fazer um disco de blues e jazz de raiz. O resultado: mais um disco nojento de RnB, que deve fazer certo sucesso. A mídia americana se derrete e compara Idlewild com discos do Prince. É adequado. Ambos são pretensiosos - e horríveis. Serão lembrados como fracassos.

28 de set. de 2006

Talladega Nights (filme)


Comédia besteirol que está para "Dias de Trovão" como "Top Gang" está para "Top Gun". Faz piada com o jeito Homer Simpson de ser dos americanos sem tentar ser politicamente correto. E vai além, zoa com europeus, viados e mulheres de pilotos (as marias-chuteira da Nascar). Excelente diversão para quem quer rir sem pensar.

10 de set. de 2006

Capote (DVD)

Prova máxima da conspiração homossexual que rege Hollywood. Não chega a ser um filme péssimo, mas é uma homenagem a um gay de péssimo caráter. Um protagonista centrado em si mesmo, um ator centrado em si mesmo, um roteiro centrado em uma pessoa, não em uma história. Poderia ser um monólogo, e ganhou Oscar.

Flores Partidas (DVD)

É preciso ter bastante boa vontade com Bill Murray para gostar deste longa. Quem aguentou o timing de “Encontros e Desencontros” vai curtir o mesmo tipo de humor sútil e minimalista. Quem não gostou vai achar o filme lento, chato e sem sentido. Os dois perfis de público pelo menos não poderão reclamar de uma coisa: o final não é previsível.

27 de ago. de 2006

Scoop (filme)


Woody Allen usou a fórmula cinematográfica de Renato 'Didi' Aragão: filme engraçadinho, roteiro previsível e uma atriz linda. Sorte do diretor/ator judeu ter escolhido e explorado a belíssima Scarlett Johansson, que salva o filme com cenas em trajes mínimos e uma atuação bem razoável. O fantasma-jornalista interpretado por Ian McShane também ajuda tornar Scoop suportável.