Feitiço do Tempo (10º filme mais foda da minha vida)
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A vontade é de sair do cinema, vender seu carro e ir trabalhar de bicicleta. Para os céticos, o filme-documentário-catástrofe sobre mudanças climáticas mexe mais uma vez na ferida e dá um aviso de que se não agirmos, pode não haver mais volta. Para os que se consideram conscientes o filme provoca uma mistura de agonia, pressa e impotência. Quem for assistir, prepare-se: o tapa na cara vai doer!
foto: Emiliano Capozoli Biancarelli
A idéia é bacana. Comer no escuro total sem saber o que está comendo e ser guiado por garçons cegos (que te chamam pelo nome). O preço da brincadeira não é doce. Entrada, prato e sobremesa saem por, pelo menos, 45 euros. Mas comer com as mãos, lamber o prato, limpar a boca na toalha da mesa e poder apertar e perna da francesa ao lado sem que ela te veja, não tem preço.

Profanaram a sagrada marca dos picolés para lançar essa porra, que nem é picolé. É sorvete, e se esfarela na sua boca com um sabor e uma consistência que lembram um produto de fundo de quintal. Dizem que tem pedaços de fruta, mas nem dá para perceber. No sabor morango dá para passar, o de banana é águado. Dá mais sede do que refresca. Não seria melhor batizar isso de Fruttare de Fundo de Quintal?

Mais velho que o Cid Moreira, o Stiksy é mais que um salgadinho, é a alma gêmea da cerveja. Aliás, salgadinho não. Salgadaço. É sinônimo de sede: partículas de sal grosso percorrem cada palito, elevando em doses cavalares a quantidade de sódio em nosso organismo. Uma arma na mão de um hipertenso suicída. Mas campeoníssimo quando o plano é bundar no sofá tomando uma gelada.

"Quem não comeu no Sujinho, bom sujeito não é..." Esse samba não existe, mas deveria. Todo carnívoro da cidade de São Paulo deve frequentar, ainda que uma vez na vida, esse oásis da carne vermelha paulistana. Seu carro chefe é a bisteca bovina (ou seria brotossauro), mas o que tem efeito alucinógeno nesse pobre que vos escreve é a picanha. Peça-a ao ponto e verás coisas nunca antes imaginadas.